Como Endereçar Convites de Casamento: 40 Exemplos

Títulos, apelidos, acompanhantes e crianças — o guia completo do endereçamento, com 40 exemplos prontos a copiar para o envelope.

Pressed Love Collective··16 min de leitura

Enderece o envelope exterior de forma cerimoniosa, com nomes completos e tratamentos, e use o envelope interior para dizer com precisão quem está convidado: só essa distinção resolve quase todas as dúvidas. Em baixo estão as regras para todas as situações de convidados com que se vai deparar, mais de 40 exemplos para copiar e adaptar num minuto, e uma nota honesta sobre a versão deste trabalho que não exige morada nenhuma.

Envelope exterior e envelope interior

A papelaria de casamento tradicional usa dois envelopes, e eles fazem trabalhos genuinamente diferentes. Assim que se percebe a divisão de tarefas, a etiqueta deixa de parecer arbitrária.

Envelope exteriorEnvelope interior
FunçãoFazer chegar o correioDizer quem está convidado
Morada postalSim, por extensoNunca
NomesCompletos, com tratamentoCurtos e afetuosos
CriançasNão nomeadasNomeadas uma a uma
AcompanhantesNão indicados«e acompanhante», se sem nome
Facultativo?NãoSim — muitos casais dispensam-no

O envelope interior é a razão pela qual a papelaria de casamento tradicional é tão boa a evitar conversas incómodas. Como cada pessoa convidada está lá nomeada, e mais ninguém, não sobra ambiguidade nenhuma sobre se as crianças estão incluídas ou se o companheiro é bem-vindo. Se prescindir do envelope interior — e é perfeitamente razoável fazê-lo, já que acrescenta papel, peso e franquia — precisa de outra forma de transportar essa informação. A maioria dos casais acaba por resolvê-la de viva voz, e é exatamente aí que as linhas se cruzam.

Como compor o bloco da morada

A morada de um convite formal escreve-se por extenso. A convenção existe porque o envelope é a primeira coisa que o convidado vê, e as abreviaturas passam uma sensação de pressa.

  • Escreva o tipo de via por extenso. «Rua», não «R.»; «Avenida», não «Av.»; «Travessa», não «Tv.». O código postal fica em algarismos.
  • O número de polícia vem depois do nome da via, sempre em algarismos. Em Portugal escreve-se «Rua das Flores, 17», nunca «17 Rua das Flores» e nunca o número por extenso: é o oposto da convenção anglo-saxónica.
  • Abrevie apenas os tratamentos. Sr., Sr.ª, Ex.mo, Ex.ma, Ex.mos, D., Dr., Dr.ª, Eng.º, Eng.ª, Prof. e Prof.ª são as formas curtas aceites. Tudo o resto se escreve por inteiro.
  • Não substitua o «e» pelo e comercial num envelope formal. Num envelope informal, o «&» fica muito bem.
  • O andar e a fração vão na mesma linha da via («Rua das Flores, 17, 3.º Dto.»), enquanto o código postal e a localidade ficam juntos na linha seguinte: «1200-192 Lisboa».
  • O remetente vai na aba de trás, não no canto superior esquerdo, e tradicionalmente é de quem recebe — que é também a morada para onde voltarão as respostas em papel.

Uma coisa a decidir antes de encomendar seja o que for: se vão escrever à mão, contratar um calígrafo ou imprimir. A caligrafia vai de poucos euros por envelope, no trabalho mais simples, a valores bastante mais altos para os cursivos a aparo, e vão precisar de encomendar cerca de 15 a 20 por cento de envelopes em branco a mais para os erros, porque cada engano custa um envelope inteiro.

Casais casados tratados pelo mesmo apelido

O caso mais frequente, e aquele com o leque mais largo de respostas aceitáveis. As cinco formas em baixo estão todas corretas: mudam apenas no quanto soam tradicionais. Tenha presente que em Portugal ninguém perde o seu apelido ao casar — «os Silva» é um uso social, não um registo civil.

SituaçãoEnvelope exteriorEnvelope interior
A mais tradicionalEx.mo Senhor João Silva e EsposaO Casal Silva
Tradicional, ambos nomeadosEx.mos Senhores João Silva e Ana SilvaJoão e Ana
A esposa em primeiro lugarEx.mos Senhores Ana Silva e João SilvaAna e João
Sem tratamentosAna e João SilvaAna e João
Apelido composto partilhadoEx.mos Senhores João Silva Costa e Ana Silva CostaO Casal Silva Costa

A única forma que vale a pena reformar é «Ex.mo Senhor João Silva e Esposa» quando a mulher tem uma identidade profissional pública própria. É tecnicamente a opção mais tradicional, e é também a que apaga por completo o nome dela. Na dúvida, nomeie as duas pessoas.

Casais casados com apelidos diferentes

Em Portugal é a norma e não a exceção: quem casa não é obrigado a mudar de apelido. Os dois nomes aparecem por inteiro, cada um com o seu tratamento, unidos por «e» numa só linha. Se essa linha ultrapassar a largura confortável do envelope, escreva os dois nomes em duas linhas e retire o «e»: é a disposição gráfica que faz de conjunção.

SituaçãoEnvelope exteriorEnvelope interior
Cabem numa linhaEx.mos Senhores Ana Costa e João SilvaSr.ª Costa e Sr. Silva
Nomes demasiado longosSr.ª D. Ana Costa (linha 1) / Sr. João Silva (linha 2)Sr.ª Costa e Sr. Silva
Um dos dois não usa tratamentos de géneroAlex Costa e Sr. João SilvaAlex Costa e Sr. Silva
Preferem ficar sem tratamentoAna Costa e João SilvaAna e João
Um dos dois usa apelido duploSr.ª D. Ana Costa Silva e Sr. João SilvaSr.ª Costa Silva e Sr. Silva

Quem vem primeiro? A etiqueta tradicional diz: a pessoa que conhecem melhor. A ordem alfabética por apelido é a escolha moderna mais serena e retira a decisão do caminho. Ambas estão certas; o que importa é ser coerente em toda a lista de convidados, para que nunca pareça uma classificação.

Casais em união de facto

Trate um casal não casado que partilha morada exatamente como um casal casado que manteve os seus apelidos: dois nomes completos, dois tratamentos, um envelope.

SituaçãoEnvelope exteriorEnvelope interior
Companheiros de longa data, mesma moradaEx.mos Senhores Ana Costa e João SilvaAna e João
Casal de noivosEx.mos Senhores Ana Costa e João SilvaSr.ª Costa e Sr. Silva
Companheiros com uma filha em casaEx.mos Senhores Ana Costa e João SilvaAna, João e Beatriz
Não vivem juntosDois convites separados, um para cada moradaSr.ª Costa / Sr. Silva

Casais do mesmo sexo

Aqui não existe etiqueta à parte: valem as regras que já vimos. As únicas formas adicionais que vale a pena conhecer são os tratamentos no plural, usados no envelope interior quando os dois partilham o apelido e usam o mesmo título.

SituaçãoEnvelope exteriorEnvelope interior
Casados, mesmo apelidoEx.mos Senhores Tiago Almeida e Rui AlmeidaOs Senhores Almeida
Casadas, mesmo apelidoEx.mas Senhoras Rita Mendes e Inês MendesAs Senhoras Mendes
Casadas, apelidos diferentesEx.mas Senhoras Rita Mendes e Inês FerreiraSr.ª Mendes e Sr.ª Ferreira
Um dos dois é não binárioAlex Ferreira e Sr.ª Rita MendesAlex Ferreira e Sr.ª Mendes
Preferem ficar sem tratamentoRita e Inês MendesRita e Inês

«Os Senhores» e «As Senhoras» são os plurais de «Senhor» e «Senhora» e soam muito cerimoniosos. Se o vosso conjunto de convites for algo menos do que black-tie, os dois nomes por extenso vão soar mais naturais. E como o português não tem um tratamento neutro consolidado, para um convidado não binário a solução mais elegante é o nome completo sem título: se sabe que uma pessoa não gosta de um certo tratamento, essa preferência vale mais do que qualquer guia de etiqueta, incluindo este.

Famílias com crianças

É aqui que endereçar faz trabalho a sério, porque o envelope é a forma como a maioria dos casais comunica que o casamento é só para adultos sem nunca dizer as palavras. A regra: o envelope exterior nomeia os pais, o envelope interior nomeia cada criança convidada, da mais velha para a mais nova. Uma criança que não é nomeada não está convidada.

SituaçãoEnvelope exteriorEnvelope interior
Família inteira convidadaEx.mos Senhores João Silva e Ana CostaSr. Silva, Sr.ª Costa, Beatriz, Tomás e Duarte
Alternativa informalEx.ma Família SilvaAna, João, Beatriz, Tomás e Duarte
Formal, filhas menores de idadeEx.mos Senhores João Silva e Ana CostaO Casal Silva e a Menina Beatriz
Formal, filhos menores de 13 anosEx.mos Senhores João Silva e Ana CostaO Casal Silva e o Menino Tomás
Só alguns filhos convidadosEx.mos Senhores João Silva e Ana CostaO Casal Silva e Beatriz
Casamento só para adultosEx.mos Senhores João Silva e Ana CostaO Casal Silva
Mãe ou pai sozinho com filhosEx.ma Senhora D. Ana CostaSr.ª Costa, Beatriz e Tomás

«Menina» usa-se para raparigas até aos dezoito anos e «Menino» para rapazes até aos treze; a partir daí escreve-se simplesmente o nome, sem tratamento, até fazerem dezoito. Em 2026 ambas as formas soam bastante antiquadas — os nomes próprios e mais nada no envelope interior são perfeitamente corretos e muito mais comuns.

Se o vosso é um casamento só para adultos, o envelope interior leva a mensagem, mas não a leva em voz alta. Acrescentem também uma linha curta e gentil no convite ou na secção de perguntas frequentes — algo como «Adoramos os vossos meninos, mas escolhemos uma festa reservada a adultos» — para que ninguém tenha de deduzir uma regra a partir de um envelope. O nosso guia de frases para o convite tem formulações para isto que não soam frias.

Filhos maiores de idade que vivem em casa

Quem tem dezoito anos ou mais recebe o seu próprio convite, mesmo quando partilha morada com os pais. É um custo pequeno a mais e é o sinal mais claro de que o estão a convidar como adulto por direito próprio — o que significa também que terá o seu próprio RSVP e, se lho derem, o seu próprio acompanhante.

SituaçãoEnvelope exteriorEnvelope interior
Filha adulta em casa dos paisEx.ma Senhora D. Beatriz Silva (envelope próprio, morada dos pais)Sr.ª Silva
Filho adulto em casa dos paisEx.mo Senhor Tomás SilvaSr. Silva
Dois irmãos adultos em casaDois envelopes: Sr.ª Beatriz Silva / Sr. Tomás SilvaSr.ª Silva / Sr. Silva
Filho adulto com companheiroEx.mos Senhores Beatriz Silva e Miguel FerreiraSr.ª Silva e Sr. Ferreira

Convidados individuais

Simples, com uma coisa a acertar: use o tratamento que a pessoa usa mesmo. «Senhora» é a escolha segura para qualquer mulher adulta, independentemente do estado civil e da idade.

SituaçãoEnvelope exteriorEnvelope interior
Mulher solteiraEx.ma Senhora D. Ana CostaSr.ª Costa
Homem solteiroEx.mo Senhor João SilvaSr. Silva
Convidado não binárioAlex FerreiraAlex
Convidado que não usa tratamentoAna CostaAna
Duas amigas que partilham casaDois envelopes separados, mesma moradaSr.ª Costa / Sr.ª Mendes

Convidados com acompanhante

A melhor forma de endereçar um acompanhante é escrever-lhe o nome. Basta uma mensagem para o descobrir, soa muito mais caloroso do que «e acompanhante» e faz com que esse nome chegue à planta de mesas e ao catering sem uma segunda ronda de telefonemas.

SituaçãoEnvelope exteriorEnvelope interior
Nome do companheiro conhecidoEx.mos Senhores Ana Costa e Miguel FerreiraSr.ª Costa e Sr. Ferreira
Nome genuinamente desconhecidoEx.ma Senhora D. Ana CostaSr.ª Costa e acompanhante
Registo informalAna CostaAna e acompanhante
Sem direito a acompanhanteEx.ma Senhora D. Ana CostaSr.ª Costa

Duas regras que poupam discussões mais à frente. Primeira: «e acompanhante» nunca vai no envelope exterior — ali estão informações para os correios, não a lista de convidados. Segunda: sejam coerentes. Se num grupo de amigos todos levam acompanhante menos um, esse um vai reparar, e uma regra que conseguem dizer em voz alta («toda a gente que namora há um ano ou mais») é mais fácil de defender do que uma decisão caso a caso.

Títulos profissionais: médicos, juízes, militares, religiosos

Um título profissional substitui o Senhor ou a Senhora em vez de os acompanhar, e quem tem o título é nomeado em primeiro lugar, independentemente do género. Quando ambos têm o mesmo título e partilham o apelido, usa-se a forma plural.

SituaçãoEnvelope exteriorEnvelope interior
Médica, convidada individualEx.ma Senhora Dr.ª Ana CostaDr.ª Costa
Só um médico no casalEx.mos Senhores Dr.ª Ana Costa e João SilvaDr.ª Costa e Sr. Silva
Ambos médicos, mesmo apelidoEx.mos Senhores Doutores SilvaOs Doutores Silva
Ambos médicos, apelidos diferentesEx.mos Senhores Dr.ª Ana Costa e Dr. João SilvaDr.ª Costa e Dr. Silva
Professora universitáriaEx.ma Senhora Prof.ª Doutora Ana CostaProf.ª Costa
Ambos professoresEx.mos Senhores Professores SilvaOs Professores Silva
JuízaMeritíssima Juíza Ana Costa e Ex.mo Senhor João SilvaSr.ª Juíza Costa e Sr. Silva
Deputado ou autarca eleitoEx.mo Senhor Deputado João Silva e Ex.ma Senhora D. Ana CostaSr. Silva e Sr.ª Costa
AdvogadaEx.ma Senhora Dr.ª Ana CostaDr.ª Costa
Militar no ativoCapitão João Silva, Exército PortuguêsCapitão Silva
Militar casado com civilCapitão João Silva, Exército Português, e Ex.ma Senhora D. Ana CostaCapitão Silva e Sr.ª Costa
Ambos no ativo, postos diferentesMajor Ana Costa e Capitão João Silva (posto superior primeiro)Major Costa e Capitão Silva
Sacerdote católicoReverendo Padre João SilvaPadre João
Pastora protestante e cônjugeReverenda Pastora Ana Costa e Ex.mo Senhor João SilvaPastora Costa e Sr. Silva
Rabina e cônjugeRabina Ana Costa e Ex.mo Senhor João SilvaRabina Costa e Sr. Silva
Imã e cônjugeImã João Silva e Ex.ma Senhora D. Ana CostaImã Silva e Sr.ª Costa

Uma nota sobre o «Doutor»: em Portugal o título estende-se por hábito a quem tem uma licenciatura, por isso no envelope só se usa quando essa pessoa o usa mesmo na vida social. Se a sua prima acabou o doutoramento no ano passado e assina os emails «Dr.ª», use-o. Se nunca o menciona, «Sr.ª D.» não é falta de consideração nenhuma. Os postos militares e os títulos religiosos, pelo contrário, usam-se sempre.

Convidados viúvos e divorciados

É a categoria mais delicada de qualquer lista de convidados, e aquela em que uma regra por omissão serve de menos — se não tem a certeza de como a pessoa se apresenta hoje, pergunte a um familiar.

SituaçãoEnvelope exteriorEnvelope interior
Viúva, forma tradicionalEx.ma Senhora D. Ana Silva, viúva de João Silva (forma notarial)Sr.ª Silva
Viúva, forma modernaEx.ma Senhora D. Ana SilvaSr.ª Silva
Viúva que voltou ao seu apelidoEx.ma Senhora D. Ana CostaSr.ª Costa
ViúvoEx.mo Senhor João SilvaSr. Silva
Convidada viúva com novo companheiroEx.mos Senhores Ana Silva e Miguel FerreiraSr.ª Silva e Sr. Ferreira
Divorciada que manteve o apelido de casadaEx.ma Senhora D. Ana SilvaSr.ª Silva
Divorciada que voltou ao seu apelidoEx.ma Senhora D. Ana CostaSr.ª Costa

A fórmula a nunca usar com uma convidada divorciada é «esposa de» ou «e Esposa»: pertence ao casamento e caduca com ele. «Sr.ª D.» funciona em qualquer caso, tenha ela mantido ou não o apelido do ex-marido. E os pais divorciados dos noivos recebem sempre convites separados, em moradas separadas, por muito boas que sejam as relações.

A alternativa moderna a tudo isto

Tudo o que leu até aqui é o sistema tradicional. Uma boa parte dos casais hoje não usa nada disto, e os seus convites não são menos corretos: estão simplesmente endereçados a outro século. A abordagem moderna dispensa os tratamentos, dispensa o envelope interior e usa apenas os nomes por que as pessoas se tratam mesmo.

ConvidadoTradicionalModerno
Casal casadoEx.mo Senhor João Silva e EsposaAna & João Silva
Companheiros com apelidos diferentesEx.mos Senhores Ana Costa e João SilvaAna Costa & João Silva
FamíliaEx.mos Senhores João Silva e Ana Costa (mais envelope interior)Ana, João, Beatriz & Tomás
Agregado familiar, informalEx.ma Família SilvaOs Silva
Convidada individualEx.ma Senhora D. Ana CostaAna Costa
Convidada e acompanhanteSr.ª D. Ana Costa e acompanhanteAna & Miguel

As duas regras que sobrevivem à passagem para um estilo moderno são aquelas que nunca tiveram propriamente a ver com formalidade. Nomeie toda a gente que está convidada, para que ninguém tenha de adivinhar. E use o nome que cada pessoa usa para si, incluindo o tratamento que escolheu e o apelido que manteve. Isso não é etiqueta, é exatidão — e os convidados reparam muito mais na exatidão do que em ter escrito «Avenida» por extenso.

Seis erros a evitar ao endereçar os envelopes

  1. Escrever «e acompanhante» no envelope exterior. É a única linha que pertence estritamente ao envelope interior, e por fora soa a acrescento de última hora.
  2. Escrever «Família Silva» quando só os pais estão convidados. Um nome de família coletivo lê-se como um convite à casa inteira. Se a festa é só para adultos, nomeie os adultos.
  3. Dar por adquirida uma mudança de apelido. Em Portugal ninguém é obrigado a mudar de apelido ao casar: escrever «Sr.ª D. Ana Silva» a uma mulher que se chama Ana Costa é dos enganos mais frequentes. Se não tem a certeza de como ela se apresenta hoje, pergunte. É uma mensagem, e poupa-lhe um envelope que arranca um esgar.
  4. Usar «Menina» para uma convidada adulta. Anuncia idade e estado civil num envelope. «Sr.ª D.» está correto para qualquer mulher adulta e não carrega suposição nenhuma.
  5. Guardar a lista de convidados no mesmo ficheiro das moradas. Separe a lista das pessoas convidadas da lista postal, porque um agregado familiar é uma morada só, mas muitas vezes vários convites.
  6. Deixar as moradas para quando os convites chegarem. Reunir 80 moradas postais atualizadas demora mais do que quase todos os casais esperam: duas a três semanas de insistência são o normal. Comecem enquanto o design ainda está na gráfica, e vejam o nosso guia de prazos de envio para perceber onde esta fase encaixa.

Ou dispense os envelopes por completo

Eis a versão honesta da conclusão deste artigo: tudo o que ficou para trás é trabalho que só existe porque o convite tem de sobreviver a uma viagem pelo sistema postal. Os convites digitais não fazem essa viagem, por isso o trabalho inteiro desaparece.

Não há envelope exterior, logo não há bloco de morada, não há nomes de rua escritos por extenso, não há calígrafo, não há 15 por cento de envelopes em branco a mais para os erros e não há franquia. Também não há envelope interior, porque a sua função — dizer a cada convidado exatamente quem está convidado — passa a ser feita pela própria ligação. Cada convidado ou agregado familiar recebe a sua ligação pessoal, e o que vê quando a abre já está dirigido a si.

Na Pressed Love, isso muda a forma do trabalho de quatro maneiras concretas:

  • Recolhe nomes, não moradas. Basta um número de telemóvel ou um email. Sem correrias atrás de códigos postais, sem o «a tua irmã ainda mora no Porto?».
  • As ligações por convidado substituem o envelope interior. A ligação da Ana cumprimenta a Ana. A ligação de uma família cumprimenta a família e oferece exatamente o número de lugares que atribuiu, de modo que «as crianças estão convidadas?» fica respondido antes de ser perguntado.
  • O direito a acompanhante define-se convidado a convidado. Quem tem acompanhante vê a opção de acrescentar o companheiro; quem não tem, não vê. Ninguém precisa de descodificar um envelope.
  • As respostas voltam já associadas à pessoa certa. Os RSVP, os nomes dos acompanhantes e as restrições alimentares aterram no seu painel debaixo do convidado a quem escreveu, e seguem diretamente para a planta de mesas de arrastar e largar.

O envio também é por convidado: WhatsApp, SMS ou email, um de cada vez ou em bloco, a partir do mesmo painel. O nosso fluxo de convite por WhatsApp e o guia completo de WhatsApp tratam da etiqueta desse passo — porque a saudação da mensagem é o sítio onde vai parar o cuidado que teria posto num envelope. «Querida Ana,» continua a contar. Só chega mais depressa.

Um convite publicado lê-se em 29 idiomas, por isso um convidado em Tirana e um convidado em Munique leem-no cada um no seu — o que é o equivalente digital de nos dirigirmos a alguém como deve ser, a uma escala que nenhum calígrafo conseguiria acompanhar. Há também um fluxo de save the date que funciona da mesma maneira, e a comparação entre digital e papel arruma o que se ganha e o que se abdica de facto.

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Como endereçar convites de casamento — perguntas frequentes

Como se endereça um convite de casamento a um casal casado?

Para um casal que é tratado socialmente pelo mesmo apelido, o envelope exterior tradicional diz «Ex.mo Senhor João Silva e Esposa» e o envelope interior diz «O Casal Silva». A versão moderna nomeia as duas pessoas: «Ex.mos Senhores João Silva e Ana Silva» no exterior, «João e Ana» no interior. Tenha em conta que em Portugal ninguém é obrigado a mudar de apelido ao casar: se ela assina Ana Costa, escreva «Ex.mos Senhores Ana Costa e João Silva» numa só linha e divida em duas linhas se os nomes não couberem.

Qual é a diferença entre o envelope interior e o exterior?

O envelope exterior leva a morada postal e usa nomes completos com tratamento: é o que o carteiro lê. O envelope interior não leva morada nenhuma, usa nomes mais curtos e afetuosos e é a peça que diz aos convidados exatamente quem está convidado. Crianças, acompanhantes e a fórmula «e acompanhante» pertencem ao envelope interior, nunca ao exterior.

O envelope interior é obrigatório num convite de casamento?

Não. O envelope interior é uma convenção formal, não uma obrigação, e muitos casais dispensam-no para poupar papel, peso e franquia. Só que, ao dispensá-lo, perde o único sítio que comunica com clareza quem está convidado: essa informação passa a ter de caber no envelope exterior ou dentro do próprio convite. É exatamente o problema que um convite digital com ligações personalizadas por convidado resolve de raiz.

Como se endereça um convite de casamento a uma família com crianças?

Enderece o envelope exterior apenas aos pais — «Ex.mos Senhores João Silva e Ana Costa» — e nomeie cada criança convidada no envelope interior, da mais velha para a mais nova: «Sr. Silva, Sr.ª Costa, Beatriz, Tomás e Duarte». É precisamente nomeá-las uma a uma que torna o convite inequívoco: se uma criança não aparece no envelope interior, não está convidada. Os filhos maiores de idade devem receber um convite só deles, mesmo quando ainda vivem na mesma morada.

Como se endereça um convite de casamento a um casal em união de facto?

Dê às duas pessoas nome completo e tratamento na mesma linha, unidos por «e»: «Ex.mos Senhores Ana Costa e João Silva». A etiqueta tradicional colocava primeiro quem conhece melhor; a ordem alfabética por apelido é a escolha moderna e poupa-lhe a decisão. Se os nomes não couberem numa linha, escreva-os em duas linhas sem o «e» pelo meio. Casais que não vivem juntos recebem dois convites separados.

Como se endereça um convite de casamento a alguém com acompanhante?

Se souber o nome do companheiro, use-o — «Ex.mos Senhores Ana Costa e Miguel Ferreira» — porque é mais caloroso e porque diz ao catering exatamente quem chega. Se genuinamente não o souber, ponha só o convidado no envelope exterior e escreva «Sr.ª Costa e acompanhante» no interior. «E acompanhante» nunca deve aparecer no envelope exterior.

Como se endereça um convite de casamento a um médico, um juiz ou um militar?

Os títulos profissionais substituem Senhor e Senhora, e quem tem o título vem nomeado em primeiro lugar, independentemente do género: «Dr.ª Ana Costa e Ex.mo Senhor João Silva». Os juízes levam «Meritíssima Juíza» no envelope exterior e «Sr.ª Juíza» no interior. Os convidados militares levam posto, nome completo e ramo no envelope exterior — «Capitão João Silva, Exército Português» — e só posto e apelido no interior. Quando ambos têm o mesmo título, use o plural: «Os Doutores Silva» ou «Os Professores Silva».

Os convites de casamento digitais precisam de ser endereçados?

Não. Um convite digital substitui o envelope por uma ligação pessoal para cada convidado: não há bloco de morada, não há envelope interior, não há calígrafo e não há franquia. Introduz uma só vez cada convidado ou agregado familiar, e cada um recebe a sua ligação por WhatsApp, SMS ou email — o que também significa que o RSVP, o nome do acompanhante e as restrições alimentares voltam já associados ao nome certo. Da etiqueta sobrevive a parte que realmente conta: a forma como cumprimenta cada convidado na mensagem.