Como Endereçar Convites de Casamento: 40 Exemplos
Títulos, apelidos, acompanhantes e crianças — o guia completo do endereçamento, com 40 exemplos prontos a copiar para o envelope.
Enderece o envelope exterior de forma cerimoniosa, com nomes completos e tratamentos, e use o envelope interior para dizer com precisão quem está convidado: só essa distinção resolve quase todas as dúvidas. Em baixo estão as regras para todas as situações de convidados com que se vai deparar, mais de 40 exemplos para copiar e adaptar num minuto, e uma nota honesta sobre a versão deste trabalho que não exige morada nenhuma.
Envelope exterior e envelope interior
A papelaria de casamento tradicional usa dois envelopes, e eles fazem trabalhos genuinamente diferentes. Assim que se percebe a divisão de tarefas, a etiqueta deixa de parecer arbitrária.
| Envelope exterior | Envelope interior | |
|---|---|---|
| Função | Fazer chegar o correio | Dizer quem está convidado |
| Morada postal | Sim, por extenso | Nunca |
| Nomes | Completos, com tratamento | Curtos e afetuosos |
| Crianças | Não nomeadas | Nomeadas uma a uma |
| Acompanhantes | Não indicados | «e acompanhante», se sem nome |
| Facultativo? | Não | Sim — muitos casais dispensam-no |
O envelope interior é a razão pela qual a papelaria de casamento tradicional é tão boa a evitar conversas incómodas. Como cada pessoa convidada está lá nomeada, e mais ninguém, não sobra ambiguidade nenhuma sobre se as crianças estão incluídas ou se o companheiro é bem-vindo. Se prescindir do envelope interior — e é perfeitamente razoável fazê-lo, já que acrescenta papel, peso e franquia — precisa de outra forma de transportar essa informação. A maioria dos casais acaba por resolvê-la de viva voz, e é exatamente aí que as linhas se cruzam.
Como compor o bloco da morada
A morada de um convite formal escreve-se por extenso. A convenção existe porque o envelope é a primeira coisa que o convidado vê, e as abreviaturas passam uma sensação de pressa.
- Escreva o tipo de via por extenso. «Rua», não «R.»; «Avenida», não «Av.»; «Travessa», não «Tv.». O código postal fica em algarismos.
- O número de polícia vem depois do nome da via, sempre em algarismos. Em Portugal escreve-se «Rua das Flores, 17», nunca «17 Rua das Flores» e nunca o número por extenso: é o oposto da convenção anglo-saxónica.
- Abrevie apenas os tratamentos. Sr., Sr.ª, Ex.mo, Ex.ma, Ex.mos, D., Dr., Dr.ª, Eng.º, Eng.ª, Prof. e Prof.ª são as formas curtas aceites. Tudo o resto se escreve por inteiro.
- Não substitua o «e» pelo e comercial num envelope formal. Num envelope informal, o «&» fica muito bem.
- O andar e a fração vão na mesma linha da via («Rua das Flores, 17, 3.º Dto.»), enquanto o código postal e a localidade ficam juntos na linha seguinte: «1200-192 Lisboa».
- O remetente vai na aba de trás, não no canto superior esquerdo, e tradicionalmente é de quem recebe — que é também a morada para onde voltarão as respostas em papel.
Uma coisa a decidir antes de encomendar seja o que for: se vão escrever à mão, contratar um calígrafo ou imprimir. A caligrafia vai de poucos euros por envelope, no trabalho mais simples, a valores bastante mais altos para os cursivos a aparo, e vão precisar de encomendar cerca de 15 a 20 por cento de envelopes em branco a mais para os erros, porque cada engano custa um envelope inteiro.
Casais casados tratados pelo mesmo apelido
O caso mais frequente, e aquele com o leque mais largo de respostas aceitáveis. As cinco formas em baixo estão todas corretas: mudam apenas no quanto soam tradicionais. Tenha presente que em Portugal ninguém perde o seu apelido ao casar — «os Silva» é um uso social, não um registo civil.
| Situação | Envelope exterior | Envelope interior |
|---|---|---|
| A mais tradicional | Ex.mo Senhor João Silva e Esposa | O Casal Silva |
| Tradicional, ambos nomeados | Ex.mos Senhores João Silva e Ana Silva | João e Ana |
| A esposa em primeiro lugar | Ex.mos Senhores Ana Silva e João Silva | Ana e João |
| Sem tratamentos | Ana e João Silva | Ana e João |
| Apelido composto partilhado | Ex.mos Senhores João Silva Costa e Ana Silva Costa | O Casal Silva Costa |
A única forma que vale a pena reformar é «Ex.mo Senhor João Silva e Esposa» quando a mulher tem uma identidade profissional pública própria. É tecnicamente a opção mais tradicional, e é também a que apaga por completo o nome dela. Na dúvida, nomeie as duas pessoas.
Casais casados com apelidos diferentes
Em Portugal é a norma e não a exceção: quem casa não é obrigado a mudar de apelido. Os dois nomes aparecem por inteiro, cada um com o seu tratamento, unidos por «e» numa só linha. Se essa linha ultrapassar a largura confortável do envelope, escreva os dois nomes em duas linhas e retire o «e»: é a disposição gráfica que faz de conjunção.
| Situação | Envelope exterior | Envelope interior |
|---|---|---|
| Cabem numa linha | Ex.mos Senhores Ana Costa e João Silva | Sr.ª Costa e Sr. Silva |
| Nomes demasiado longos | Sr.ª D. Ana Costa (linha 1) / Sr. João Silva (linha 2) | Sr.ª Costa e Sr. Silva |
| Um dos dois não usa tratamentos de género | Alex Costa e Sr. João Silva | Alex Costa e Sr. Silva |
| Preferem ficar sem tratamento | Ana Costa e João Silva | Ana e João |
| Um dos dois usa apelido duplo | Sr.ª D. Ana Costa Silva e Sr. João Silva | Sr.ª Costa Silva e Sr. Silva |
Quem vem primeiro? A etiqueta tradicional diz: a pessoa que conhecem melhor. A ordem alfabética por apelido é a escolha moderna mais serena e retira a decisão do caminho. Ambas estão certas; o que importa é ser coerente em toda a lista de convidados, para que nunca pareça uma classificação.
Casais em união de facto
Trate um casal não casado que partilha morada exatamente como um casal casado que manteve os seus apelidos: dois nomes completos, dois tratamentos, um envelope.
| Situação | Envelope exterior | Envelope interior |
|---|---|---|
| Companheiros de longa data, mesma morada | Ex.mos Senhores Ana Costa e João Silva | Ana e João |
| Casal de noivos | Ex.mos Senhores Ana Costa e João Silva | Sr.ª Costa e Sr. Silva |
| Companheiros com uma filha em casa | Ex.mos Senhores Ana Costa e João Silva | Ana, João e Beatriz |
| Não vivem juntos | Dois convites separados, um para cada morada | Sr.ª Costa / Sr. Silva |
Casais do mesmo sexo
Aqui não existe etiqueta à parte: valem as regras que já vimos. As únicas formas adicionais que vale a pena conhecer são os tratamentos no plural, usados no envelope interior quando os dois partilham o apelido e usam o mesmo título.
| Situação | Envelope exterior | Envelope interior |
|---|---|---|
| Casados, mesmo apelido | Ex.mos Senhores Tiago Almeida e Rui Almeida | Os Senhores Almeida |
| Casadas, mesmo apelido | Ex.mas Senhoras Rita Mendes e Inês Mendes | As Senhoras Mendes |
| Casadas, apelidos diferentes | Ex.mas Senhoras Rita Mendes e Inês Ferreira | Sr.ª Mendes e Sr.ª Ferreira |
| Um dos dois é não binário | Alex Ferreira e Sr.ª Rita Mendes | Alex Ferreira e Sr.ª Mendes |
| Preferem ficar sem tratamento | Rita e Inês Mendes | Rita e Inês |
«Os Senhores» e «As Senhoras» são os plurais de «Senhor» e «Senhora» e soam muito cerimoniosos. Se o vosso conjunto de convites for algo menos do que black-tie, os dois nomes por extenso vão soar mais naturais. E como o português não tem um tratamento neutro consolidado, para um convidado não binário a solução mais elegante é o nome completo sem título: se sabe que uma pessoa não gosta de um certo tratamento, essa preferência vale mais do que qualquer guia de etiqueta, incluindo este.
Famílias com crianças
É aqui que endereçar faz trabalho a sério, porque o envelope é a forma como a maioria dos casais comunica que o casamento é só para adultos sem nunca dizer as palavras. A regra: o envelope exterior nomeia os pais, o envelope interior nomeia cada criança convidada, da mais velha para a mais nova. Uma criança que não é nomeada não está convidada.
| Situação | Envelope exterior | Envelope interior |
|---|---|---|
| Família inteira convidada | Ex.mos Senhores João Silva e Ana Costa | Sr. Silva, Sr.ª Costa, Beatriz, Tomás e Duarte |
| Alternativa informal | Ex.ma Família Silva | Ana, João, Beatriz, Tomás e Duarte |
| Formal, filhas menores de idade | Ex.mos Senhores João Silva e Ana Costa | O Casal Silva e a Menina Beatriz |
| Formal, filhos menores de 13 anos | Ex.mos Senhores João Silva e Ana Costa | O Casal Silva e o Menino Tomás |
| Só alguns filhos convidados | Ex.mos Senhores João Silva e Ana Costa | O Casal Silva e Beatriz |
| Casamento só para adultos | Ex.mos Senhores João Silva e Ana Costa | O Casal Silva |
| Mãe ou pai sozinho com filhos | Ex.ma Senhora D. Ana Costa | Sr.ª Costa, Beatriz e Tomás |
«Menina» usa-se para raparigas até aos dezoito anos e «Menino» para rapazes até aos treze; a partir daí escreve-se simplesmente o nome, sem tratamento, até fazerem dezoito. Em 2026 ambas as formas soam bastante antiquadas — os nomes próprios e mais nada no envelope interior são perfeitamente corretos e muito mais comuns.
Se o vosso é um casamento só para adultos, o envelope interior leva a mensagem, mas não a leva em voz alta. Acrescentem também uma linha curta e gentil no convite ou na secção de perguntas frequentes — algo como «Adoramos os vossos meninos, mas escolhemos uma festa reservada a adultos» — para que ninguém tenha de deduzir uma regra a partir de um envelope. O nosso guia de frases para o convite tem formulações para isto que não soam frias.
Filhos maiores de idade que vivem em casa
Quem tem dezoito anos ou mais recebe o seu próprio convite, mesmo quando partilha morada com os pais. É um custo pequeno a mais e é o sinal mais claro de que o estão a convidar como adulto por direito próprio — o que significa também que terá o seu próprio RSVP e, se lho derem, o seu próprio acompanhante.
| Situação | Envelope exterior | Envelope interior |
|---|---|---|
| Filha adulta em casa dos pais | Ex.ma Senhora D. Beatriz Silva (envelope próprio, morada dos pais) | Sr.ª Silva |
| Filho adulto em casa dos pais | Ex.mo Senhor Tomás Silva | Sr. Silva |
| Dois irmãos adultos em casa | Dois envelopes: Sr.ª Beatriz Silva / Sr. Tomás Silva | Sr.ª Silva / Sr. Silva |
| Filho adulto com companheiro | Ex.mos Senhores Beatriz Silva e Miguel Ferreira | Sr.ª Silva e Sr. Ferreira |
Convidados individuais
Simples, com uma coisa a acertar: use o tratamento que a pessoa usa mesmo. «Senhora» é a escolha segura para qualquer mulher adulta, independentemente do estado civil e da idade.
| Situação | Envelope exterior | Envelope interior |
|---|---|---|
| Mulher solteira | Ex.ma Senhora D. Ana Costa | Sr.ª Costa |
| Homem solteiro | Ex.mo Senhor João Silva | Sr. Silva |
| Convidado não binário | Alex Ferreira | Alex |
| Convidado que não usa tratamento | Ana Costa | Ana |
| Duas amigas que partilham casa | Dois envelopes separados, mesma morada | Sr.ª Costa / Sr.ª Mendes |
Convidados com acompanhante
A melhor forma de endereçar um acompanhante é escrever-lhe o nome. Basta uma mensagem para o descobrir, soa muito mais caloroso do que «e acompanhante» e faz com que esse nome chegue à planta de mesas e ao catering sem uma segunda ronda de telefonemas.
| Situação | Envelope exterior | Envelope interior |
|---|---|---|
| Nome do companheiro conhecido | Ex.mos Senhores Ana Costa e Miguel Ferreira | Sr.ª Costa e Sr. Ferreira |
| Nome genuinamente desconhecido | Ex.ma Senhora D. Ana Costa | Sr.ª Costa e acompanhante |
| Registo informal | Ana Costa | Ana e acompanhante |
| Sem direito a acompanhante | Ex.ma Senhora D. Ana Costa | Sr.ª Costa |
Duas regras que poupam discussões mais à frente. Primeira: «e acompanhante» nunca vai no envelope exterior — ali estão informações para os correios, não a lista de convidados. Segunda: sejam coerentes. Se num grupo de amigos todos levam acompanhante menos um, esse um vai reparar, e uma regra que conseguem dizer em voz alta («toda a gente que namora há um ano ou mais») é mais fácil de defender do que uma decisão caso a caso.
Títulos profissionais: médicos, juízes, militares, religiosos
Um título profissional substitui o Senhor ou a Senhora em vez de os acompanhar, e quem tem o título é nomeado em primeiro lugar, independentemente do género. Quando ambos têm o mesmo título e partilham o apelido, usa-se a forma plural.
| Situação | Envelope exterior | Envelope interior |
|---|---|---|
| Médica, convidada individual | Ex.ma Senhora Dr.ª Ana Costa | Dr.ª Costa |
| Só um médico no casal | Ex.mos Senhores Dr.ª Ana Costa e João Silva | Dr.ª Costa e Sr. Silva |
| Ambos médicos, mesmo apelido | Ex.mos Senhores Doutores Silva | Os Doutores Silva |
| Ambos médicos, apelidos diferentes | Ex.mos Senhores Dr.ª Ana Costa e Dr. João Silva | Dr.ª Costa e Dr. Silva |
| Professora universitária | Ex.ma Senhora Prof.ª Doutora Ana Costa | Prof.ª Costa |
| Ambos professores | Ex.mos Senhores Professores Silva | Os Professores Silva |
| Juíza | Meritíssima Juíza Ana Costa e Ex.mo Senhor João Silva | Sr.ª Juíza Costa e Sr. Silva |
| Deputado ou autarca eleito | Ex.mo Senhor Deputado João Silva e Ex.ma Senhora D. Ana Costa | Sr. Silva e Sr.ª Costa |
| Advogada | Ex.ma Senhora Dr.ª Ana Costa | Dr.ª Costa |
| Militar no ativo | Capitão João Silva, Exército Português | Capitão Silva |
| Militar casado com civil | Capitão João Silva, Exército Português, e Ex.ma Senhora D. Ana Costa | Capitão Silva e Sr.ª Costa |
| Ambos no ativo, postos diferentes | Major Ana Costa e Capitão João Silva (posto superior primeiro) | Major Costa e Capitão Silva |
| Sacerdote católico | Reverendo Padre João Silva | Padre João |
| Pastora protestante e cônjuge | Reverenda Pastora Ana Costa e Ex.mo Senhor João Silva | Pastora Costa e Sr. Silva |
| Rabina e cônjuge | Rabina Ana Costa e Ex.mo Senhor João Silva | Rabina Costa e Sr. Silva |
| Imã e cônjuge | Imã João Silva e Ex.ma Senhora D. Ana Costa | Imã Silva e Sr.ª Costa |
Uma nota sobre o «Doutor»: em Portugal o título estende-se por hábito a quem tem uma licenciatura, por isso no envelope só se usa quando essa pessoa o usa mesmo na vida social. Se a sua prima acabou o doutoramento no ano passado e assina os emails «Dr.ª», use-o. Se nunca o menciona, «Sr.ª D.» não é falta de consideração nenhuma. Os postos militares e os títulos religiosos, pelo contrário, usam-se sempre.
Convidados viúvos e divorciados
É a categoria mais delicada de qualquer lista de convidados, e aquela em que uma regra por omissão serve de menos — se não tem a certeza de como a pessoa se apresenta hoje, pergunte a um familiar.
| Situação | Envelope exterior | Envelope interior |
|---|---|---|
| Viúva, forma tradicional | Ex.ma Senhora D. Ana Silva, viúva de João Silva (forma notarial) | Sr.ª Silva |
| Viúva, forma moderna | Ex.ma Senhora D. Ana Silva | Sr.ª Silva |
| Viúva que voltou ao seu apelido | Ex.ma Senhora D. Ana Costa | Sr.ª Costa |
| Viúvo | Ex.mo Senhor João Silva | Sr. Silva |
| Convidada viúva com novo companheiro | Ex.mos Senhores Ana Silva e Miguel Ferreira | Sr.ª Silva e Sr. Ferreira |
| Divorciada que manteve o apelido de casada | Ex.ma Senhora D. Ana Silva | Sr.ª Silva |
| Divorciada que voltou ao seu apelido | Ex.ma Senhora D. Ana Costa | Sr.ª Costa |
A fórmula a nunca usar com uma convidada divorciada é «esposa de» ou «e Esposa»: pertence ao casamento e caduca com ele. «Sr.ª D.» funciona em qualquer caso, tenha ela mantido ou não o apelido do ex-marido. E os pais divorciados dos noivos recebem sempre convites separados, em moradas separadas, por muito boas que sejam as relações.
A alternativa moderna a tudo isto
Tudo o que leu até aqui é o sistema tradicional. Uma boa parte dos casais hoje não usa nada disto, e os seus convites não são menos corretos: estão simplesmente endereçados a outro século. A abordagem moderna dispensa os tratamentos, dispensa o envelope interior e usa apenas os nomes por que as pessoas se tratam mesmo.
| Convidado | Tradicional | Moderno |
|---|---|---|
| Casal casado | Ex.mo Senhor João Silva e Esposa | Ana & João Silva |
| Companheiros com apelidos diferentes | Ex.mos Senhores Ana Costa e João Silva | Ana Costa & João Silva |
| Família | Ex.mos Senhores João Silva e Ana Costa (mais envelope interior) | Ana, João, Beatriz & Tomás |
| Agregado familiar, informal | Ex.ma Família Silva | Os Silva |
| Convidada individual | Ex.ma Senhora D. Ana Costa | Ana Costa |
| Convidada e acompanhante | Sr.ª D. Ana Costa e acompanhante | Ana & Miguel |
As duas regras que sobrevivem à passagem para um estilo moderno são aquelas que nunca tiveram propriamente a ver com formalidade. Nomeie toda a gente que está convidada, para que ninguém tenha de adivinhar. E use o nome que cada pessoa usa para si, incluindo o tratamento que escolheu e o apelido que manteve. Isso não é etiqueta, é exatidão — e os convidados reparam muito mais na exatidão do que em ter escrito «Avenida» por extenso.
Seis erros a evitar ao endereçar os envelopes
- Escrever «e acompanhante» no envelope exterior. É a única linha que pertence estritamente ao envelope interior, e por fora soa a acrescento de última hora.
- Escrever «Família Silva» quando só os pais estão convidados. Um nome de família coletivo lê-se como um convite à casa inteira. Se a festa é só para adultos, nomeie os adultos.
- Dar por adquirida uma mudança de apelido. Em Portugal ninguém é obrigado a mudar de apelido ao casar: escrever «Sr.ª D. Ana Silva» a uma mulher que se chama Ana Costa é dos enganos mais frequentes. Se não tem a certeza de como ela se apresenta hoje, pergunte. É uma mensagem, e poupa-lhe um envelope que arranca um esgar.
- Usar «Menina» para uma convidada adulta. Anuncia idade e estado civil num envelope. «Sr.ª D.» está correto para qualquer mulher adulta e não carrega suposição nenhuma.
- Guardar a lista de convidados no mesmo ficheiro das moradas. Separe a lista das pessoas convidadas da lista postal, porque um agregado familiar é uma morada só, mas muitas vezes vários convites.
- Deixar as moradas para quando os convites chegarem. Reunir 80 moradas postais atualizadas demora mais do que quase todos os casais esperam: duas a três semanas de insistência são o normal. Comecem enquanto o design ainda está na gráfica, e vejam o nosso guia de prazos de envio para perceber onde esta fase encaixa.
Ou dispense os envelopes por completo
Eis a versão honesta da conclusão deste artigo: tudo o que ficou para trás é trabalho que só existe porque o convite tem de sobreviver a uma viagem pelo sistema postal. Os convites digitais não fazem essa viagem, por isso o trabalho inteiro desaparece.
Não há envelope exterior, logo não há bloco de morada, não há nomes de rua escritos por extenso, não há calígrafo, não há 15 por cento de envelopes em branco a mais para os erros e não há franquia. Também não há envelope interior, porque a sua função — dizer a cada convidado exatamente quem está convidado — passa a ser feita pela própria ligação. Cada convidado ou agregado familiar recebe a sua ligação pessoal, e o que vê quando a abre já está dirigido a si.
Na Pressed Love, isso muda a forma do trabalho de quatro maneiras concretas:
- Recolhe nomes, não moradas. Basta um número de telemóvel ou um email. Sem correrias atrás de códigos postais, sem o «a tua irmã ainda mora no Porto?».
- As ligações por convidado substituem o envelope interior. A ligação da Ana cumprimenta a Ana. A ligação de uma família cumprimenta a família e oferece exatamente o número de lugares que atribuiu, de modo que «as crianças estão convidadas?» fica respondido antes de ser perguntado.
- O direito a acompanhante define-se convidado a convidado. Quem tem acompanhante vê a opção de acrescentar o companheiro; quem não tem, não vê. Ninguém precisa de descodificar um envelope.
- As respostas voltam já associadas à pessoa certa. Os RSVP, os nomes dos acompanhantes e as restrições alimentares aterram no seu painel debaixo do convidado a quem escreveu, e seguem diretamente para a planta de mesas de arrastar e largar.
O envio também é por convidado: WhatsApp, SMS ou email, um de cada vez ou em bloco, a partir do mesmo painel. O nosso fluxo de convite por WhatsApp e o guia completo de WhatsApp tratam da etiqueta desse passo — porque a saudação da mensagem é o sítio onde vai parar o cuidado que teria posto num envelope. «Querida Ana,» continua a contar. Só chega mais depressa.
Um convite publicado lê-se em 29 idiomas, por isso um convidado em Tirana e um convidado em Munique leem-no cada um no seu — o que é o equivalente digital de nos dirigirmos a alguém como deve ser, a uma escala que nenhum calígrafo conseguiria acompanhar. Há também um fluxo de save the date que funciona da mesma maneira, e a comparação entre digital e papel arruma o que se ganha e o que se abdica de facto.
Se endereçar os envelopes é a parte dos preparativos que tem vindo a adiar, leia por que razão os casais passam ao digital, percorra a galeria de modelos e comece a criar em /create. A pré-visualização é gratuita; publicar é um pagamento único a partir de €49, com três planos até €575 e acesso vitalício — sem subscrição, sem créditos por convidado e sem franquia.
Como endereçar convites de casamento — perguntas frequentes
Como se endereça um convite de casamento a um casal casado?
Para um casal que é tratado socialmente pelo mesmo apelido, o envelope exterior tradicional diz «Ex.mo Senhor João Silva e Esposa» e o envelope interior diz «O Casal Silva». A versão moderna nomeia as duas pessoas: «Ex.mos Senhores João Silva e Ana Silva» no exterior, «João e Ana» no interior. Tenha em conta que em Portugal ninguém é obrigado a mudar de apelido ao casar: se ela assina Ana Costa, escreva «Ex.mos Senhores Ana Costa e João Silva» numa só linha e divida em duas linhas se os nomes não couberem.
Qual é a diferença entre o envelope interior e o exterior?
O envelope exterior leva a morada postal e usa nomes completos com tratamento: é o que o carteiro lê. O envelope interior não leva morada nenhuma, usa nomes mais curtos e afetuosos e é a peça que diz aos convidados exatamente quem está convidado. Crianças, acompanhantes e a fórmula «e acompanhante» pertencem ao envelope interior, nunca ao exterior.
O envelope interior é obrigatório num convite de casamento?
Não. O envelope interior é uma convenção formal, não uma obrigação, e muitos casais dispensam-no para poupar papel, peso e franquia. Só que, ao dispensá-lo, perde o único sítio que comunica com clareza quem está convidado: essa informação passa a ter de caber no envelope exterior ou dentro do próprio convite. É exatamente o problema que um convite digital com ligações personalizadas por convidado resolve de raiz.
Como se endereça um convite de casamento a uma família com crianças?
Enderece o envelope exterior apenas aos pais — «Ex.mos Senhores João Silva e Ana Costa» — e nomeie cada criança convidada no envelope interior, da mais velha para a mais nova: «Sr. Silva, Sr.ª Costa, Beatriz, Tomás e Duarte». É precisamente nomeá-las uma a uma que torna o convite inequívoco: se uma criança não aparece no envelope interior, não está convidada. Os filhos maiores de idade devem receber um convite só deles, mesmo quando ainda vivem na mesma morada.
Como se endereça um convite de casamento a um casal em união de facto?
Dê às duas pessoas nome completo e tratamento na mesma linha, unidos por «e»: «Ex.mos Senhores Ana Costa e João Silva». A etiqueta tradicional colocava primeiro quem conhece melhor; a ordem alfabética por apelido é a escolha moderna e poupa-lhe a decisão. Se os nomes não couberem numa linha, escreva-os em duas linhas sem o «e» pelo meio. Casais que não vivem juntos recebem dois convites separados.
Como se endereça um convite de casamento a alguém com acompanhante?
Se souber o nome do companheiro, use-o — «Ex.mos Senhores Ana Costa e Miguel Ferreira» — porque é mais caloroso e porque diz ao catering exatamente quem chega. Se genuinamente não o souber, ponha só o convidado no envelope exterior e escreva «Sr.ª Costa e acompanhante» no interior. «E acompanhante» nunca deve aparecer no envelope exterior.
Como se endereça um convite de casamento a um médico, um juiz ou um militar?
Os títulos profissionais substituem Senhor e Senhora, e quem tem o título vem nomeado em primeiro lugar, independentemente do género: «Dr.ª Ana Costa e Ex.mo Senhor João Silva». Os juízes levam «Meritíssima Juíza» no envelope exterior e «Sr.ª Juíza» no interior. Os convidados militares levam posto, nome completo e ramo no envelope exterior — «Capitão João Silva, Exército Português» — e só posto e apelido no interior. Quando ambos têm o mesmo título, use o plural: «Os Doutores Silva» ou «Os Professores Silva».
Os convites de casamento digitais precisam de ser endereçados?
Não. Um convite digital substitui o envelope por uma ligação pessoal para cada convidado: não há bloco de morada, não há envelope interior, não há calígrafo e não há franquia. Introduz uma só vez cada convidado ou agregado familiar, e cada um recebe a sua ligação por WhatsApp, SMS ou email — o que também significa que o RSVP, o nome do acompanhante e as restrições alimentares voltam já associados ao nome certo. Da etiqueta sobrevive a parte que realmente conta: a forma como cumprimenta cada convidado na mensagem.